O Verbo fez-se carne e habitou entre nós.
E nós vimos a sua glória. (Jo 1, 14)

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É este o grito de alegria que a Igreja proclama no Natal. O Verbo de Deus fez-se Homem,
Deus deu o Seu filho ao Mundo. Jesus Cristo é a Luz que vem iluminar as trevas das nossas vidas.

O Advento que no começou no domingo dia 28 de novembro de 2021, convida-nos a parar, em silêncio,
para captar a presença de Deus; são dias para reconsiderar que “Deus está connosco continuamente”
e, neste tempo de Natal, a Sagrada Família ocupa de modo especial o centro dos nossos olhares.

Recordamos que nestes dias de Natal, era usual Bento XVI ao falar sobre o nascimento de Jesus Cristo animar os cristãos
para que este acontecimento se reflictisse nas suas vidas.

O seu antecessor, João Paulo II, na sua última intervenção pública sobre o Natal, recordava que
«precisamente contemplando o mistério de Deus que se faz homem e encontra acolhimento numa família humana,
podemos compreender plenamente o valor e a beleza da família.

É, por isso, lógico que em toda a parte se respeite e se defenda a verdadeira natureza e dignidade da instituição familiar
e para que especialmente as famílias cristãs sejam um reflexo do lar de Nazaré».

De facto, continuava João Paulo II, «a família não só está no centro da vida cristã; é também o fundamento da vida social e civil e, por isso, constitui um capítulo central da doutrina social cristã» (João Paulo II, Discurso aos participantes na Assembleia do fórum das Associações familiares, 18-XII-2004).

Que a nossa entrega enquanto Irmãos, Voluntários e Colaboradores da Misericórdia de Mafra
seja uma tentativa de imitar o Senhor,
especialmente agora, no Natal, entregando-nos aos outros,
servindo os outros.

Sem distinções, desejamos um Santo e Feliz Natal 2021 a todos os utentes, familiares, voluntários, colaboradores
e população em geral, na esperança de que o ano de 2022 seja generoso em todas as vertentes.

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"Que o Santo Natal nunca seja uma festa do consumismo comercial, da aparência, dos presentes inúteis,

ou do desperdício supérfluo, mas sim uma festa da alegria, de acolher o Senhor no presépio e no coração”.
Papa Francisco